Páginas

domingo, 17 de outubro de 2010

A síntese da política brasileira atual

A política brasileira se caracteriza claramente hoje,  pelo exercício do poder através de uma combinação de plebeísmo, autoritarismo e dominação carismática. 

Sua característica básica é o contato direto entre as massas urbanas e o líder carismático (caudilho), supostamente sem a intermediação de partidos ou corporações. 

Para ser eleito e governar, o líder populista procura estabelecer um vínculo emocional (e não racional) com o "povo". 

Isso implica num sistema de políticas ou métodos para o aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo, além da classe média urbana, como forma de angariar votos e prestígio (legitimidade para si) através da simpatia daquelas.

Esse pode ser considerado o mecanismo mais representativo desse modo de governar.

Incrivelmente o texto que voces acabaram de ler não foi originalmente escrito por mim, muito menos foi desenvolvido por um analista da política brasileira atual, mas é a reprodução de uma das definições de populismo disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Populismo

Alguma dúvida quanto a semelhança da realidade brasileira atual com a definição de populismo?

Salvem o PT

Oito anos se passaram, e o Governo LULA entre acertos e erros, testou nossas instituições, consciência e acima de tudo nossa sensibilidade e tentação ao populismo.

Entre os diversos erros do período LULA, o mais desafiador é a correção de rumo em nossa nossa macroeconomia, vítima de maquiagens contábeis a serviço do populismo, que podem ser melhor entendidas na excelente análise disponível neste link http://visaopanoramica.wordpress.com/2010/10/10/os-desafios-do-pos-lula-macroeconomia/
Por ironia, elegendo Dilma  nas próximas eleições em 31 de Outubro, estaremos decretando  o início do fim do Partido dos Trabalhadores, que hoje é menor do que LULA, e não terá competência, ética e muito menos humildade de desarmar a bomba que eles mesmos armaram.

Para o bem de nossa nação e democracia, devemos salvar o PT de um fim trágico, dando a ele o que ele sabe fazer de melhor, que é ser oposição, enquanto dá a oportunidade a outros partidos, mais competentes e comprometidos com a nação, de avançar com as reformas e garantias de estabilidade fundamentais para o nosso país.

Por isso ao eleger Serra Presidente, estaremos não só contribuindo para a Democracia  , como estaremos dando a condição de existência ao Partido dos Trabalhadores, ao mesmo tempo que garantiremos a fiscalização severa e democrática do executivo, que exigirá do próximo Governo competência e lisura acima da média!

Autor: Marcos Abbud

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Está Nascendo um novo Brasil

Carta de Formulação e Mobilização Política - Segunda-feira, 4 de outubro de
2010 Nº 150

Chegada a hora da verdade, as urnas demonstraram que a maioria dos brasileiros quer que o país siga um caminho distinto do atual. Concluída a apuração, os votos dados a José Serra e Marina Silva superaram em mais de 5 milhões os obtidos pela candidatura do PT. Com sua devoção à democracia, o respeito à vida, a defesa do patrimônio nacional e das instituições públicas, Serra é o nome para conduzir o Brasil neste caminho e personificar o desejo de um país mais decente que tanto os eleitores dele quanto os de Marina mostraram almejar.

As urnas trouxeram neste domingo uma clara mensagem dos eleitores: a maioria dos brasileiros quer que o país siga um caminho diferente do atual. José Serra é o responsável, nos próximos 27 dias, por honrar o mandado emanado das urnas neste primeiro turno e consolidálo na votação definitiva, marcada para 31 de outubro. Com os sufrágios que receberam, ele e Marina Silva personificam um novo Brasil.

Concluída nesta manha a apuração em todo o país, José Serra obteve 33.131.628 votos.

Marina completou sua brilhante trajetória com 19.636.325 votos. Feitas as contas, os dois foram depositários da confiança de 52.767.098 eleitores brasileiros. Isso representa 5.117.461 votos a mais do que os obtidos pela candidata do PT.

Juntos, Serra e Marina encarnarão este novo país. Um país que diz ‘não’ ao julgo e à tutela de quem se crê “dono” da vontade popular, “pai” dos brasileiros, a quem queria legar uma “mãe”. A esta retórica infantilizante, o eleitor disse ‘basta’. O Brasil mostrou-se muito maior e mais maduro do que o governo atual gostaria que fôssemos.

Registrado nas urnas, o recado dos brasileiros foi claro: não compactuam com seguidos escândalos de corrupção, invasões de privacidade, alianças com os mais nefastos caciques da política brasileira, apadrinhamentos políticos se sobrepondo à competência pessoal. Não aceita fantoches.

A vitória de Serra e o triunfo de Marina são feitos de quem lutou de maneira tenaz contra a máquina pública, as velhas oligarquias, os compadrios, a ocupação do espaço público por interesses privados e uma enorme quantidade de recursos torrados em favor da preferida de Lula – o governo federal gasta hoje R$ 1 milhão por dia para se autopromover.

“Não denunciamos a corrupção, o clientelismo e a ineficiência por ‘moralismo’, mas, sim, para mostrar, em nome da justiça social, o quanto os andares de baixo perdem com a ineficiência, a corrupção e o clientelismo. Haverá mais, e não menos, inclusão social e desenvolvimento, quanto mais eficiência houver no governo e decência na vida pública”, resumiu o ex presidente

Fernando Henrique Cardoso em artigo publicado na edição de O Estado de S.
Paulo deste domingo.

domingo, 3 de outubro de 2010

É hora da onda verde e amarela!

O Brasil amanhece com suas esperanças renovadas!

Ondas de indignação e percepção social não foram detectadas e pesquisas foram desmoralizadas.

O preparo de Serra se somará ao discurso de Marina, e a onda Verde e Amarela como um tsunami irá desmacarar o populismo vermelho e mensaleiro de Dilma e Lula.

Agora será um time de peso composto por Aécio,Anastasia, Alckmin e Aloisio Nunes juntos com Serra contra apenas e unicamente Dilma Dochefe Lula da Silva.

Para onde a onda vai? 

Para o populismo ou para o avanço?

Só saberemos a resposta em 31 de Outubro!

domingo, 26 de setembro de 2010

O mal a evitar

A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.
Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.
Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.
Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.
Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.

Texto publicado na seção "Notas e Informações" da edição de 26/09/2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O verde-amarelismo voltou

Artigo publicado na Folha de São Paulo em 15/09/2010


Marco Antonio Villa

É muito difícil encontrar algum sinal de entusiasmo popular pela realização das eleições. O desinteresse é evidente. Como de costume, caiu a audiência da televisão após o início do horário pago ─ não é possível chamar de gratuito, quando as empresas deixarão de pagar R$ 850 milhões de imposto de renda.

O clima lembra 1970. Crescimento econômico, expansão do consumo e do crédito e muitas pitadas de ufanismo. Lula é uma espécie de Médici do século 21. Não tem a terrível máquina repressiva ao seu lado. Não precisa. Asfixiou a oposição. Diluiu as diferenças ideológicas e morais. Tanto que pode apoiar uma candidata identificada historicamente com o feminismo, assim como outro, que é conhecido como um covarde agressor de mulheres.

Aos críticos do “milagre econômico lulista” foi reservado o pior dos mundos. Criou o seu próprio “ame-o ou deixe-o”. Quem está com ele ─ e nessa categoria o arco é amplo, vai do MST ao grande empresariado ─ “ama” o Brasil; quem está contra é inimigo e tem de ser destruído.

Não causará estranheza, se disser que o “amor à pátria que entendemos é o que almeja desenvolvê-la e enriquecê-la para que alcance o bem-estar de toda a nossa gente”. E que não consegue “ver esse amor em quem se volta contra a sua pátria, quem a quer em tudo derrotada, na estratégia do quanto pior melhor”, como discursou Médici em 1970.

A sociedade civil silencia. Mais do que medo, está desinteressada da política. Já o governo avança. Não há mais distinção entre o lulismo e o Estado. É tudo uma coisa só, um só corpo.

O Estado Novo e o regime militar foram dois momentos de supressão das liberdades e de expansão econômica. Tudo à sombra da repressão policial-militar. O domínio lulista é mais eficaz e sedutor. Até o momento, o pau de arara foi substituído pelos empréstimos bancários, pelo cartão de crédito. Isso só foi possível graças às reformas adotadas na década de 90, que acabaram abrindo o caminho para o crescimento da economia. Mas isso pode estar no limite do esgotamento.

Sem as benesses financeiras, o lulismo não sobrevive. Ao mantê-las, sem realizar as reformas necessárias, o país caminha para o estrangulamento econômico.

Mas o que está ruim pode piorar. Deveremos ter o pior Legislativo federal desde 1930. Produto do verde-amarelismo lulista, do conservadorismo, da despolitização. Estaremos cercados de Tiriricas por todos os lados. E, por incrível que pareça, sentiremos, em 2011, saudades do Congresso de 2010.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Desafiando a Quadrilha

Se eu fosse o Serra e o PSDB, iria amanhã a TV e abriria todo o histórico financeiro de sua filha, já que não há o que esconder e nada de desonesto, mas desafiaria LULA a fazer o mesmo com o seu filho Lulinha , para que então ele desse o mesmo exemplo e tivesse a oportunidade de explicar como ele enriqueceu da noite para o dia?!?

Qual seria a desculpa do nosso político profissional, que esqueceu que ainda é o presidente desta nação, e nós contribuintes estamos pagando ele para fazer campanha?

Nada diferente poderíamos esperar de alguem que depende de um cargo político para ganhar a vida, já que não sabe fazer outra coisa na vida.

Um dia, em um futuro não muito distante, o povo sentirá saudades do verdadeiro estadista desta nação chamado Fernando Henrique Cardoso!

Autor: Marcos Abbud

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Filho a ser investigado é o do Outro! Parte 1

Veio a tona nos últimos dias, mais uma clara evidência do plano de poder a qualquer custo instaurado pelo atual governo, uma verdadeira quadrilha chefiada pelo nosso Presidente da República.

O que me chama atenção é que enquanto a Filha de José Serra é a vítima mais recente, o Filho de nosso Presidetne anda esquecido da mídia e da oposição.

Na verdade o Filho a ser investigado é o do outro!

Reportagem da Revista VEJA ainda em Março de 2006

Enquanto seu filho enriquecia, Lula quis
mudar a lei que atrapalhava a Telemar

Por Alexandre Oltramari

Marcelo Ximenez/AE
O biólogo Fábio Luís, conhecido como Lulinha: dinheirama repentina 

Já se sabia que o biólogo Fábio Luís da Silva, um dos filhos do presidente Lula, se tornou milionário nos últimos dois anos fazendo negócios com a Telemar, a maior operadora de telefones do país. Também se sabia que, além de ser uma concessionária de serviço público, a Telemar é em parte uma empresa pública, pois 55% de suas ações pertencem ao Banco do Brasil, ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a fundos de pensão de estatais. Na semana passada, descobriu-se que a relação da Telemar com Lulinha, como é conhecido o filho do presidente, é ainda mais estreita. Em primeiro lugar, o repasse da Telemar para Lulinha não se limitou a 5 milhões de reais, como se noticiou no ano passado, nem a 10 milhões de reais, como a empresa admitiu há duas semanas. A cifra é ainda maior: bate na casa dos 15 milhões de reais. O mais estranho é que, enquanto a Telemar abastecia o filho de Lula com recursos, o Palácio do Planalto preparava uma mudança na legislação que beneficiava a Telemar. O projeto foi abortado quando saiu das sombras a sociedade Lulinha-Telemar. 
 
Paulo Jares
 
 O leilão das teles em julho de 1998: de lá para cá, disputas intermináveis

A Telemar comprou 35% das ações da Gamecorp, a empresa da qual Lulinha é sócio, em dezembro de 2004. Pagou 5 milhões de reais. Há duas semanas, noticiou-se que, além dos 5 milhões de reais, a Telemar se comprometera a repassar outros 5 milhões de reais à Gamecorp em 2006. A justificativa oficial é um patrocínio a um programa de televisão produzido pela empresa do filho de Lula, cujos índices de audiência são desprezíveis. Ao confirmar o patrocínio de 5 milhões de reais, porém, a Telemar escondeu que já repassara à Gamecorp outros 5 milhões de reais, sob a mesma justificativa do patrocínio, no ano passado. Assim, os repasses da Telemar à empresa de Lulinha chegam a 15 milhões de reais. Cinco milhões a mais do que se admitira anteriormente. As coisas se complicam ainda mais quando se examinam as razões pelas quais a Telemar decidiu fazer do filho do presidente um alvo preferencial de seus investimentos.

Enquanto os negócios com Lulinha prosperavam, a Telemar articulava paralelamente uma transação cujo êxito dependia do governo: queria comprar a Brasil Telecom. Como a legislação brasileira proíbe que uma empresa seja dona de duas operadoras de telefonia ao mesmo tempo, o negócio só se viabilizaria com uma mudança na lei. A Telemar, no entanto, tinha tanta confiança de que a proibição legal seria removida que chegou até a fazer proposta de compra. Em julho do ano passado, o presidente da Telecom Italia, Paolo Dal Pino, que é sócio da Brasil Telecom, admitiu que recebera uma proposta da Telemar, mas manifestou sua estranheza. "Ou a Telemar está afrontando a legislação ou a proposta já faz parte de um plano da empresa para mudar a Lei Geral das Telecomunicações", dizia, então, Dal Pino. O fato é que, desde o início de 2005, o governo vinha discutindo mudar a lei para permitir que uma empresa controlasse duas concessionárias ao mesmo tempo – presente dos céus à Telemar. Mas a mudança dividia o governo. Luiz Gushiken, então titular da Secretaria de Comunicação, era favorável à alteração, que beneficiaria os planos expansionistas de Carlos Jereissati e Sérgio Andrade, controladores da Telemar. José Dirceu, que ocupava a Casa Civil, apoiava o empresário Daniel Dantas, então controlador da Brasil Telecom. Dirceu, portanto, era contra a mudança da lei. 
 
O cabo-de-guerra entre as teles coincidiu com um assédio repentino ao governo. Daniel Dantas contratou o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, amigão de José Dirceu, por 8 milhões de reais. Contratou, também, o advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, por 1 milhão de reais. Não se sabe até hoje que serviço jurídico eles prestaram. Do lado da Telemar, a situação era mais tranqüila. Um dos controladores, o empreiteiro Sérgio Andrade, é um velho conhecido do presidente. A única filha de Lula, Lurian, chegou a morar no apartamento de familiares de Andrade em Paris. Além disso, Lulinha, a essa altura, já era sócio da Telemar na Gamecorp havia seis meses – embora o público ainda não soubesse disso. Na semana passada, um ex-membro do governo, com a condição de não ser identificado, disse a VEJA que a divisão dentro do governo foi arbitrada pelo próprio presidente – que se decidiu a favor da Telemar. Em um encontro com um ministro, Lula explicou que a Telemar deveria ser priorizada pelo governo por ser uma empresa nacional e que poderia representar o país no exterior. Deu até o exemplo da Telefónica, que, segundo ele, ajuda a divulgar a Espanha pelo mundo. 
 
"Achei que a posição do governo era apenas estratégica, uma idéia nacionalista. Hoje, desconfio que o aporte da Telemar à Gamecorp pode, de alguma maneira, ter influenciado a cabeça do presidente", diz o ex-auxiliar do governo. Uma minuta do projeto chegou a ser redigida e a circular por gabinetes de ministros envolvidos com o processo. No dia 8 de julho de 2005, porém, a sociedade secreta entre Lulinha e a Telemar veio a público. O deputado Delfim Netto, que fora informado das intenções da Telemar de comprar a Brasil Telecom assim que a lei fosse alterada, procurou o presidente Lula para alertá-lo. "Se o governo mudar a lei, vai ser um escândalo, presidente", advertiu Delfim. Lula escutou com atenção. No dia 21 de julho, duas semanas depois da revelação da sociedade secreta entre Lulinha e a Telemar, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, a pedido de Lula, anunciou publicamente que o governo não tinha a intenção de mudar a lei. 
É uma pena, infelizmente a grande maioria esmagadora da população nem sabe que a revista VEJA existe, portanto não podemos esperar nada diferente na spesquisas, e assim o palhaço continua sendo você, no circo populista chamado Brasil!

O Filho a ser investigado é o do Outro! Parte 2

Alguns Meses Depois nova reportagem da Revista VEJA sobre o tema esquecido.

"Porque não pode todo
mundo ser o Ronaldinho"
 
Eis a explicação do presidente
Lula para o tremendo sucesso
de seu filho Fábio Luís, que coincide
com o mandato presidencial do pai 

Vejam alguns trechos da reportagem disponível em http://veja.abril.com.br/251006/p_060.html 



Como aconteceria com qualquer pai, o presidente Lula tem demonstrado o orgulho que sente pelo sucesso de seu filho Fábio Luís Lula da Silva. Aos 31 anos, Lulinha, apelido que ele detesta, é um empresário bem-sucedido. É sócio de uma produtora, a Gamecorp, que, com um capital de apenas 100.000 reais, conseguiu fazer um negócio extraordinário: vendeu parte de suas ações à Telemar, a maior empresa de telefonia do país, por 5,2 milhões de reais. Como a Telemar tem capital público e é uma concessionária de serviço público, a sociedade com o filho do presidente sempre causou estranheza. Na segunda-feira passada, em entrevista ao programa Roda Viva, Lula teve de falar em público sobre os negócios do filho. "Não posso impedir que ele trabalhe. Vale para o meu filho o que vale para os 190 milhões de brasileiros. Se têm alguma dúvida, acionem ele", afirmou. Dois dias depois, em entrevista à Folha de S.Paulo, o assunto Lulinha voltou ao foco. Os jornalistas lhe apresentaram uma questão formulada por um leitor do jornal, que não foi identificado. A pergunta dizia o seguinte: "Tenho 61 anos, sou pai de quatro filhos adultos, todos com curso superior, mas com dificuldades de bons empregos ou de empreender. Como é que o seu filho conseguiu virar empresário, sócio da Telemar, com capital vultoso de 5 milhões de reais?". 
 
Em sua resposta, o presidente Lula começou explicando que seu filho virou sócio da Gamecorp quando a empresa, fundada por alguns amigos em Campinas, já tinha mais de dez anos de vida. "Eles fizeram um negócio que deu certo. Deu tão certo que até muita gente ficou com inveja", disse. Em seguida, o presidente fez menção às suspeitas que cercam a sociedade da Gamecorp com a Telemar. "Se alguém souber de alguma coisa que meu filho tenha cometido de errado, é simples: o meu filho está subordinado à mesma Constituição a que eu estou", disse o presidente, fazendo logo depois uma divagação comparativa que já nasceu imortal: "Porque deve haver um milhão de pais reclamando: por que meu filho não é o Ronaldinho? Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho". Os entrevistadores gostaram do paralelo estabelecido pelo presidente entre seu filho e o astro do futebol e perguntaram se não seria mais fácil virar um Ronaldinho quando se é filho do presidente. Lula respondeu: "Não é mais fácil, pelo contrário, é muito mais difícil. E eu tenho orgulho porque o fato de ser presidente da República não mudou um milímetro o hábito dos meus filhos".

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Questão de Cultura

Diamantina, Interior de Minas Gerais, 1914



O jovem 'Juscelino Kubitschek', de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos.
Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu o curso de Medicina e se especializou em Paris.
Como Presidente, modernizou o Brasil.. Legou um rol impressionante de obras e; humilde e obstinado, era (E AINDA É) querido por todos.

Brasília, 2003 


Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não haver estudado.
Acha bobagem falar inglês.. 'Tenho diploma da vida', afirma... E para ele basta.

Meses depois, diz que 'ler é um hábito chato'. Quando era 'sindicalista', percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje.

Londres, 1940
 
Os bombardeios são diários, e uma invasão eronaval nazista é iminente.
O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá.
Tranqüilo, o rei avisa que não vai.
Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha entra no exército britânico;  como 'Tenente-Enfermeira', e, sua função é recolher feridos nos bombardeios.

Hoje ela é a 'Rainha Elizabeth II'.




Brasília, 2005
 
A primeira-dama (que nada faz para justificar o título) Marisa Letícia, requer  cidadania italiana e consegue.  Explica, candidamente, que quer um futuro melhor para seus filhos. 

E o futuro dos nossos filhos, cidadãos e trabalhadores brasileiros?!

Washington, 1974

A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.




Brasília, 2005

Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar.
Ante as muitas provas, Lula repete o 'eu não sabia de nada', e ainda acusa a imprensa de persegui-lo.
Disse que foi 'traído', mas não conta por quem. 



Londres, 2001

 
O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo...

Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso.
A polícia descobre e chama Blair, ' que vai sozinho à delegacia buscar o filho '. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.


Brasília, 2005
 
O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa, financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso.
O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu 'filhinho nessa sujeira? ? ?


Nova Délhi, 2003
 

O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens.
Adquire um excelente, brasileiríssimo ' EMB-195 ' , da ' Embraer ' , por US$ 10 milhões.



Brasília, 2003

 
Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve.
Quer um dos caros, de um consórcio franco-alemão. Gasta US$ 57 milhões e, AINDA, manda decorar a aeronave de luxo nos EUA. "Do Brasil não Serve". 


 
Vamos dar ao BRASIL uma nova chance ? ? ? Ele precisa voltar para o caminho da dignidade.


Nós não merecemos o desgoverno que se instalou em nosso País e temos a OBRIGAÇÃO de acordar e lutar antes que seja tarde. 



Autor: Desconhecido

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Como estar entre os 10 países mais avançados em educação do mundo em apenas 10 anos ?



Não há dúvida nenhuma, e é quase unanimidade mundial de que não se constrói uma sociedade desenvolvida e justa sem uma educação de altíssima qualidade e universal.

Também é um fato de que no Brasil, historicamente e culturalmente, a Educação é uma das maiores deficiências e desafios para o País que um dia quer deixar de ser o país do futuro, e ser o país do presente, não por sediar uma Copa do Mundo ou Jogos Olímpicos, mas por ter uma sociedade 100% alfabetizada, 100% com ensino fundamental de qualidade, prêmio Nobel e produção científica e tecnológica condizente com o que representa no mundo.

Exemplos a serem seguidos não faltam vindos dos Países Nórdicos, Japão, Coréia do Sul, Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos e outros países coincidentemente tão ricos quanto a lista mencionada. Da mesma maneira exemplos a não serem seguidos lamentavelmente estão aqui dentro do próprio Brasil e em países da África.

Acredito também que o problema do Brasil, não é e nunca foi a falta ou a qualidade de nossas Universidades, mesmo por que antes disto precisamos fazer o básico, que é garantir que todos tenham as mesmas chances de ter acesso a um ensino profissionalizante e de chegar as melhores Universidades deste país, seja ela pública ou privada, sempre baseado na Meritocracia.

Mas como recuperar décadas perdidas em apenas 10 anos e o Brasil se tornar uns dos 10 países mais avançados em educação básica?

Proponho aqui um plano de recuperação e revolução na educação pública básica deste país, viável tanto politicamente como tecnicamente, vamos as etapas propostas deste processo:

  1. Avaliação de 100% dos professores de escolas públicas de primeira a nona séries, tanto municipais, estaduais e federais.
  2. Classificação, plano de qualificação ou recolocação para professores conforme níveis atingidos por cada um.
  3. Definição de plano federal de remuneração diferenciada e atrativa dos professores baseados na sua classificação + variável por indicadores de meritocracia (Avaliação do alunos em exames nacionais por exemplo)
  4. Transferência de todos os professores para a qualidade de servidores públicos Federais
  5. Conteúdo pedagógico e calendário nacional de aulas padrão.
  6. Desoneração dos Estados e Municípios quanto ao custeio de professores, sem alteração das política de repasses federais,
  7. Em contrapartida Estados passam a ter a obrigação constitucional de garantir e manter sob padrões mínimos as instalações e infraestrutura predial e física das escolas, e municípios passam a ser responsáveis constitucional de garantir transporte gratuito e alimentação para todas as crianças do município em idade escolar.
  8. Melhoria contínua do ensino, através de plano nacional de qualificação e formação de professores.

Benefícios:
  1. Estados e Municípios são desonerados, pois passariam a ter menos comprometimento financeiro com a Educação e maior foco, com claro apelo político.
  2. Ninguém melhor do que a Prefeitura para entender a realidade de cada uma das crianças, e garantir que todas sem exceção tenham presença garantida nas aulas.
  3. Ninguém melhor do que o Estado para garantir infra estrutura adequada às escolas
  4. O professor por ser servidor Federal, com remuneração atrelada à performance de seus alunos, e ainda sem vínculos com Estados e Municípios, torna-se automaticamente o maior dos agentes fiscalizadores deste processo. Se não tiver infra estrutura adequada, professor comunica imediatamente delegacia de ensino e Estado perde repasse Federal, se aluno não comparece na aula ou não tem alimentação adequada, Município perde repasse federal, e tudo isso sem prejuízo à sua condição de trabalho e imune a qualquer tipo de coação de outras esferas públicas.
  5. Não importe aonde nasça o aluno, seja no sertão Nordestino ou no Leblon, a qualidade do ensino e portanto as chances e oportunidades de todos progredirem serão as mesmas.
  6. Com a qualidade e melhoria latente do ensino, Pais passam a também se engajar no processo, ajudando escolas e fiscalizando.
Ë possível e é viável, só assim ficaremos livres de cotas, bolsas assistencialistas, e derrubamos a maior barreira entre os ricos e pobres deste país, a Educação Básica. 

Como a democracia e a estabilidade econômica a educação de qualidade passará a ser um patrimônio nacional, defendido por todos!



Autor: Marcos Cesar Abbud




segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A síntese do Brasil

A tática Petista de jogar números no tempo sem a devida contextualização induzem ao erro, e a uma cegueira nacional , fruto de um governo populista e extremamente hábil na técnica de manipulação das massas para se perpertuar no poder. Não quero entrar nos detalhes técnicos de contextualização dos dois governos, coisa que reconheço é muito complexa para uma grande sociedade brasileira quem não quer ou não consegue analisar fatos, e só consegue ver o dia dia e o dinheiro na economia circulando.
Comparar FHC e LULA exige uma capacidade de análise complexa, não simplesmente analisar indicadores em momentos totalmente diferentes, seria o mesmo que comparar Senna e Schumacher, quem foi melhor piloto? como os dois competiram em momentos diferentes, com concorrentes diferentes e carros diferentes não basta dizer que o Schumacher foi melhor por que ganhou 7 campeonatos enquanto o Senna apenas 3, a análise é muito pobre!
É fácil governar com dinheiro em abundancia no mundo e sem crises por 6 anos consecutivos não é mesmo? Como seria o Brasil se LULA e sua turma que incham cada vez mais a máquina do estado tivessem ganho a eleição em 94? Qual dos tres paises seriam mais parecidos com o Brasil hoje: Venezuela, Bolívia ou Argentina?
Países estes vítimas de governos populistas como o nosso atualmente, só que com uma grande diferença, não tiveram as reformas e a estabilização e “blindagem” prévia das instituições que tivemos com muita dificuldade nos 8 anos de FHC e tantos outros antes de luta contra a ditadura, imagine se LULA hoje tivesse hoje nas mão todas as ex estatais….meu Deus…
LULA cumpre um papel no processo evolutivo do Brasil muito importante, depois de oitos anos do governo dele, temos a certeza que nossa base como país, democracia e economia estão sólidas e imunes a governos populistas, mas ainda falta saber em que tipo de sociedade queremos viver. Uma sociedade dependente de “programas de dependencia social” e compra de voto como o bolsa familia eterno, com subempregos, e com uma grande classe que não passa fome mas que nunca chegará a uma classe C e muito menos B por que não tem o mínimo de base educacional e formação, que segundo uma lei quase que universal somente se dará através da educação BASICA universal (e não universidades) de qualidade, ou uma sociedade próspera de ascenção social sustentável das classes C e D para B?
Será que o exemplo do nosso próprio presidente é o que queremos como modelo de ascenção social? Um brasileiro que nasceu em uma das regiões mais pobres deste país, que no começo da vida não teve condições de estudar, conseguiu um emprego em uma grande cidade, e logo viu a oportunidade de ascenção social pela politicia e liderança natas, em detrimento do acumulo de conhecimento através do estudo e principalmente, em detrimento do trabalho duro? Realmente ele é o Filho do Brasil, o exemplo de “Gerson” trabalhar para que? Até “vender” o dedo suspeita-se que ele tenha feito…
LULA esta para GV enquanto JK esta para FHC
GV foi ditador e depois eleito, LULA foi eleito e quer ser ditador
GV ficou conhecido como o pai do pobres, LULA quer ser o filho do Brasil
Apesar de não ter sido exemplo de democracia, pelo menos GV estudou, trabalhou duro, se preparou, enfrentou uma Guerra mundial, deixou um legado trabalhista e industrial, já LULA ….trouxe a copa, os jogos olímpicos o “bolsa esmola”…

Autor: Marcos Cesar Abbud

Sem medo do passado por FHC

SEM MEDO DO PASSADO

Fernando Henrique Cardoso 

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.
Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.
Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010. “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.
O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Autor: Fernando Henrique Cardoso em edição do jornal O Estado de São Paulo

A máquina do tempo populista

LULA, o Getulio Vargas as avessas!

Um foi ditador e depois eleito, o outro foi eleito e quer ser ditador.

Um foi o pai dos pobres e o outro quer ser o filho do Brasil!!

Apesar de não ter dado exemplo de democracia, pelo menos GV estudou, se preparou melhor, enfretou uma Guerra mundial ,trabalhou e deixou um legado social e industrial, já LULA… trouxe a copa, os jogos olímpicos, o bolsa esmola…


Pegamos uma máquina do tempo e voltamos a 1945!

Autor: Marcos Cesar Abbud

domingo, 22 de agosto de 2010

A lógica popular brasileira

A cada dia me convenço que infelizmente vivemos em un país de “analfabetos políticos”, condenado e totalmente indefeso a governos populistas e assistencialistas. 

No Brasil o Marketing Eleitoral e o Hoje são suficientes para movimentar massas, não podemos esperar nenhuma análise mais complexa da nossa sociedade que vá além da seguinte lógica popular:

Um líder popular como é o LULA e foi o GV, é o passaporte para que ele e sua equipe participem dos maiores esquemas de corrupção e desmandos sem que sua imagem seja atingida.

Um programa de “dependência social” como é o bolsa familia, é a garantia de fidelidade do povo, ou em outras palavras “o voto de cabresto moderno”.

As Olimpíadas no Rio e a Copa no Brasil são sinônimos de política externa bem sucedida e respeito pelo Brasil.

A economia do País e o comércio popular girando é mérito unico e exclusivo do Presidente.

E quem discorda desta lógica é considerado elite ou burguês.

Como todos os outros presidentes recentes que tivemos, FHC se elegeu com esta mesma lógica, o plano real foi o seu maior cabo eleitoral, talvez a única realização do seu Governo que o povo conseguiu entender, a diferença é que enquanto FHC se beneficiou de uma popular e benéfica realização,  o nosso presidente atual, o  gênio do Marketing popular, fez muito menos mas conseguiu ser compreendido em muito mais “pseudo realizações” , neste quesito LULA dá de 10 a 0 em FHC

Felizmente fazemos parte da elite deste país, pessoas que conseguem pensar de forma complexa e possuem um mínimo de senso crítico, e enquanto estivermos aqui há a esperança de saírmos deste ciclo perverso, colocando nossas idéias em blogs como este.
mas parece que só a elite consegue ver isso claramente!

Autor: Marcos Cesar Abbud

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Vamos aprender a comparar?

Olá amigos, a alguns meses tenho frequentado blogs e sites de política que procuram comparar os Governos FHC e LULA.
Em geral as opiniões de uma parte representativa dos internautas é a maior prova de injustiça, ignorância e insanidade que infelizmente a sociedade brasileira já viveu na história recente, e que ainda por cima representa uma parcela da sociedade que tem acesso a internet, e que teoricamente é a elite do acesso à informação no Brasil.

Seguindo os objetivos deste blog, gostaria de colocar algumas impressões que julgo importantes.

Primeiro aprovação é uma coisa, comparação e responder quem fez mais e foi melhor para o Brasil é outra completamente diferente.

Aprovar o Governo LULA, significa responder se o Brasil acredita que LULA esta fazendo um bom Governo, já comparar é responder por exemplo, se ao invés de LULA, Alckmin ou Serra estivem no Governo, quem teria melhores resultados? e ai mora a cegueira nacional, fruto da complexidade da avaliação por uma sociedada infelizmente sem capacidade de avaliações complexas.

Para ser didático, comparar LULA com FHC seria o mesmo que comparar Senna com Schummacher, que correram em épocas diferentes, carros diferentes, condições de direção diferentes, e principalmente adversários de níveis totalmente diferentes, uma análise "popular" dos números nos levaria a conclusão de que Schummacher foi muito, mas muito melhor do que Senna, afinal enquanto o então "Deus" do volante ganhou tudo e 7 campeonatos, o "incopetente" Senna apenas 3!

Mas a verdade contextualizada e técnica dos fatos, comprovadas pelos especialistas e a historia recente, nos mostram que Senna foi melhor piloto do que Schummacher.

Como pretende um dia LULA, Schummacher voltou, afinal LULA tem este direito e é um politico profissional, portanto se não se candidatar a nada, não saberá fazer outra coisa na vida.

Mas felizmente a história e o paralelo do mundo da Fórmula 1 hoje nos conta uma versão diferente e mais clara, Schummacher o então "Deus", perde até para o seu jovem companheiro de equipe, e não consegue evitar a ultrapassagem do injustiçado Rubinho, mesmo utilizando de trapaças e sacanagens que seu político análogo também costuma usar!

Autor: Marcos Cesar Abbud

Vamos aprender a fazer bolo?

Hoje aprendemos mais uma receita de bolo..

Um dos slogans populistas do atual governo é que "eles" provaram que a história de aumentar o bolo para dividir era totalmente equivocada e uma herança maldita, e que os "descobridores" do Brasil conseguiram mostrar que é possível dividir o bolo para fazer ele crescer!

Primeiro vamos lembrar quem denfendia a tese nas décadas do então governo militar:

Mentor da política econômica brasileira durante os governos militares Costa e Silva, Médici e Figueiredo, Delfim Netto ficou famoso por comparar o crescimento econômico a um bolo. Ele foi o principal artífice do chamado "milagre brasileiro" (1968-1973), quando o Produto Nacional Bruto (PNB) crescia, em média, 10% ao ano.

Criticado pela forte concentração de renda durante esse período, ele disse que seria preciso esperar o bolo crescer para, depois, reparti-lo. Mas o bolo cresceu e nunca foi dividido. Além de conceder incentivos às exportações e ao investimento estrangeiro no país, a política de Delfim era caracterizada pelo congelamento dos salários e a elevação das tarifas públicas.

Mas voltemos ao presente e aos descobridores do Brasil, vejam discurso do chefe da caravela o Sr. LULA hoje!:

Durante seu discurso, Lula disse que tanto ele como empresários tinham muito preconceito uns contra os outros. Um dos exemplos de que isso é passível de mudança é a relação entre Lula e Delfim Netto, ex-ministro durante o governo militar. "Passei tanto tempo fazendo críticas a Delfim. As pessoas vão ficando importantes e tudo que acontece de errado a gente encontra alguém para jogar a culpa. E teve um tempo em que tudo era o Delfim Netto. Apesar de ele não ser o presidente da República, mas ele era tão forte que era mais forte que o presidente da República, pela inteligência e pela participação dele", disse Lula, citando o período em que era dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980, enquanto Delfim era ministro.
"Eu hoje reconheço e admiro o Delfim Netto como uma das pessoas mais extraordinárias e inteligente que esse País já teve", afirmou. "Nos momentos mais difíceis do meu governo, ele poderia ter escrito artigos me esculhambando, dizendo ''tá provado que operário não saber governar mesmo, tem que voltar a comer marmita no bandejão, que é o que sabe fazer''. Ele fez os mais extraordinários artigos defendendo a mim e defendendo a política econômica do governo, mesmo quando alguns companheiros do PT criticavam a nossa política econômica", disse.
Lula citou sua relação com Delfim para demonstrar que "os anos e o exercício do cargo trazem evolução". "Eu vou deixar o governo daqui a cinco meses com a consciência mais tranquila do que a consciência de qualquer passarinho que esteja descansando na selva em El Salvador. Com a consciência tranquila do dever cumprido, sabendo que fizemos muita coisa e sabendo que ainda tem muita coisa para fazer."

Na verdade o Governo atual esta dando parte do bolo que voce fez crescer para quem não sabe, ou não quer fazê-lo crescer, até o dia em que voce que faz o bolo crescer , através do fermento chamado trabalho perceba que virou o único confeiteiro da festa populista chamada Brasil!

Enfim podemos concluir que Dilma certa maneira quem Delfim ao Brasil foi o Próprio Delfim , mas quem se importa? a história é apenas algo que ficou no passado, e somente quando é conveniente é lembrada ou deturpada...

Bom bolo para todos nós!

Autor: Marcos Cesar Abbud

quinta-feira, 11 de março de 2010

Pensamentos Iniciais



Sejam bem vindos ao Blog Pensa Brasil.

Aqui a inovação e os pensamentos que transformam nossa sociedade em um lugar melhor tem livre acesso!

Marcos Cesar Abbud